RoadTrip Day 7: Big Sur e viagem até Santa Bárbara

Era dia de deixar Monterey e seguir rumo a Santa Bárbara. A viagem seria longa, aproximadamente 8h, e por isso acordamos cedo, tomamos café no próprio hotel, abastecemos o carro, compramos alguns biscoitos e água para comer no caminho e pegamos a estrada rumo ao tão famoso Big Sur.

DICA: Quando for pegar a estrada abasteça o seu tanque até que ele fique cheio, pois os postos que existem no meio do caminho além de serem poucos são muito caros. O mesmo vale para os lanchinhos.

Big Sur é conhecido como a parte da Highway 1 mais bonita, com direito a várias cachoeiras, mirantes incríveis e paisagens lindas. O dia amanheceu com muito sol e nenhuma nuvem no céu, ou seja, ótimo para pegar a estrada.

De acordo com o nosso cronograma teríamos algumas paradas específicas e outras ficariam a cargo da nossa vontade de parar e admirar a vista.

DICA: Faça a viagem sem pressa, pois assim você poderá aproveitar muito a sua viagem e parar quando tiver vontade. Sem contar que a estrada é repleta de curvas, o que torna o caminho mais perigoso.

Outro detalhe: Não confie na internet, pois o sinal é muito ruim na estrada. Se não fosse o GPS que veio junto com o carro que alugamos nós teríamos passado um aperto bem legal (#sqn) na estrada. Baixe o mapa no seu celular, salve os pontos de parada e faça com que eles funcionem sem a necessidade de ter internet. E também o GPS pode ser bem difícil de lidar, uma vez que ele sempre te manda para a rota mais rápida, te tirando da Highway 1, ou seja, tenha certeza que você programou o seu roteiro certinho (geralmente o GPS te manda pegar a 101, que passa por dentro do Estado e diminui o tempo da viagem pela metade, mas não tem a vista linda da Highway 1).

Nossa primeira parada foi a Bixby Creek Bridge que fica 21 km ao sul de Carmel. A ponte é umas das mais fotografadas e icônicas do roteiro.

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Bixby Creek Bridge

A próxima parada foi o Hurricane Point, com mais uma vista incrível para o oceano.

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A próxima parada (e a mais esperada) era no Julia Pfeiffer Burns State Park, onde fica a famosa cachoeira que cai direto no mar, a McWay Falls.

DICA: Para entrar no parque é preciso pagar $10 por carro, mas para ver a McWay Falls não é preciso pagar, visto que é possível acessar o mirante pelo lado de fora. No sentido sul da califórnia, assim que o GPS apontar o parque, que fica ao lado esquerdo, pare do lado direito da pista, no acostamento (provavelmente você verá vários outros carros parados por lá também). Mais a frente você verá uma cerca/portão, entre por ele, desça a trilha e continue até chegar ao mirante.

Como nós não achamos o portão (ou o namorado não quis arriscar) entramos no parque. A vantagem de parar lá é que pudemos utilizar o banheiro de lá, além do carro ter ficado na sombra, em local seguro e também tivemos tempo de limpar o cartão das câmeras que já estavam cheios.

DICA: Cuidado para não confundir com o Pfeiffer Big Sur State park que fica alguns quilômetros antes.

Ficamos um bom tempo admirando a beleza dessa paisagem e de como era incrível aquele encontro de água doce com água salgada. Infelizmente a praia é fechada e meio impossível de se chegar lá em baixo. A pessoa que for pega tentando chegar a praia pode pagar uma multa altíssima além de correr perigo de machucar e não receber ajuda médica (bizarro). Além de tudo você ainda conhece a história da Julia Pfeiffer que foi uma mulher incrível e que morava ali, de frente para aquela vista.

 

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Mcway Falls

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Julia Pfeiffer Burns State Park

Seguimos viagem rumo a Big Creek Bridge (sim, esses nomes são confusos e muito iguais), que também é linda, assim como todo o percurso.DCIM106GOPRO

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Big Creek Bridge

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Continuamos a nossa viagem, parando quando queríamos e observando cada detalhe dessa estrada incrível, em que em um momento você está alinhado com o mar, com medo das ondas baterem no seu carro e no outro você está acima das nuvens, como se estivesse no avião.

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a parte branca ao fundo são nuvens

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Passamos ainda pelo Gamboa Point e depois paramos, um pouco acidentalmente, no Piedras Blancas Elephant Seal Roockery, que é um berçário/casa/ponto de encontro dos elefantes marinhos. Você não tem noção da quantidade desses bichos e do cheiro tenso que estava lá. E do vento também.

DICA: Como a viagem dura um dia inteiro nosso conselho é – esteja preparado para pegar todo tipo de temperatura durante o caminho, de vontade de ficar de regata e shorts, até se afogar em blusas de frio, ahaha.

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Piedras Blancas Elephant Seal Roockery

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Após sairmos do baía dos elefantes marinhos, perto de Santa Bárbara, nós pegamos um pequeno atalho, o que cortou meia hora da viagem. Como já tínhamos visto muitas paisagens lindas e o cansaço já estava batendo, decidimos passar no meio das montanhas e mesmo assim o visual não deixou a desejar e tivemos uma vista privilegiada do pôr do sol.

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Chegamos em Santa Bárbara sem problemas, 8h após sairmos de Monterey. A nossa acomodação da cidade foi em um apartamento que alugamos pelo AirBnb, com dois quartos, sala, cozinha, varadinha e garagem. Muito bom o apartamento, assim como os hosts, que foram super atenciosos conosco.

Chegamos na acomodação, deixamos nossas malas, tomamos um banho e fomos para a State Street, a avenida mais famosa de Santa Bárbara, onde é possível encontrar vários bares, restaurantes, lojas, o shopping Passeo Nuevo e tudo mais que você imaginar.

Escolhemos um bar aleatório para tomar uma boa cerveja depois de uma longa viagem, e também acompanhar o resultado das eleições americanas (que no final resultou na vitória do Donald Trump –`). A cerveja era ok, o serviço meia boca e ainda anotaram meu pedido errado, trazendo uma comida super apimentada.

Andamos pela avenida, aproveitamos a noite e voltamos para o nosso apê.

See ya wanderlusters.

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Roadtrip Day 6: Monterey Bay Aquarium, Carmel e 17 mile Drive

O dia de hoje seria de muitos passeios divertidos e com paisagens encantadoras. Começamos bem cedo acordando por volta das 7h e tomamos café no Denny’s, que ficava literalmente na frente do hotel. O restaurante é uma dessas redes de lanchonetes tipicamente americana, com direito a bacon, ovos e panquecas, mas que serve também refeições para o almoço e o jantar.

De lá fomos visitar a cidadezinha de Pacific Groove, que fica do lado de Monterey. É bem bonitinha e nada turística, por isso nosso passeio lá foi bem curto.

Em seguida, rumamos até o Lover’s Point, que é uma praia com um parque e uma vista linda e que rende fotos maravilhosas.

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Lover’s Point

Acabada a visita voltamos para Monterey em direção ao aquário, que abre às 10h. Como teríamos mais atividades durante o dia, preferimos “abrir o aquário” e ficar lá até a hora do almoço.

DICA: Verifique sempre no seu hotel se existe algum desconto ou promoção para as atrações da cidade. Nós compramos os nossos ticketes para o Monterey Bay Aquarium por menos de $50, com desconto, para dois dias consecutivos, com validade até 2017 na recepção do nosso hotel.

O aquário é muito legal (é o mesmo que aparece no filme “Procurando Dory”), com várias atividades interativas como alimentação dos pinguins, das lontras, parquinhos para crianças, filmes, exposições e claro, várias lojinhas de lembrancinhas, haha.

Você ainda pode tocar em alguns dos animais e ainda ter explicações sobre eles, é muito legal. O aquário possui dois andares e é dividido por setores e tipos de animais e não exclusivamente marinhos. Quando fomos tinha uma exposição sobre os animais do deserto.

DICA: Não coma nada dentro do aquário. Tudo lá dentro é muito caro e com poucas opções. Segure sua fome de pois coma em algum lugar mais gostoso e mais barato. A não ser que você fique lá o dia inteiro.

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Monterey Bay Aquarium

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A parte das águas vivas é linda ❤

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Sardinhas Everywhere

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Olha que fofa essa lontra!

Conseguimos visitar o aquário inteiro em mais ou menos 3h30. Voltamos para o carro e seguimos para a cidadezinha de Carmel, onde iríamos almoçar.

DICA: Lembre-se sempre de fotografar o parquímetro, assim você saberá exatamente a hora certa de voltar para o seu carro. No nosso caso nos esquecemos por 1h e quase tomamos uma multa astronômica.

A cidade de Carmel é linda, toda organizada, florida, com ruas bem cuidadas, porém extremamente cara, por isso o mais indicado é se hospedar em Monterey onde os preços são mais acessíveis.

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Cidade de Carmel, linda demais

Recebemos indicações de dois restaurantes na cidade, Cantinetta Luca e Porta Bella, porém como era segunda-feira, o primeiro estava fechado, então fomos ao segundo. E ainda bem que fomos nele. Sem brincadeira, o MELHOR RESTAURANTE da viagem. Meu Deus. Atendimento impecável, ambiente aconchegante, pratos incrivelmente deliciosos. Indico de olhos fechados. Pedimos um raviolli de steak ao molho de cogumelos ao vinho. DIVINO.

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Nosso almoço DIVINO

O nosso almoço foi tão bom que não queríamos sair dali. Mas como ainda tínhamos que visitar mais locais, saímos de lá com vontade de quero mais. Aproveitamos que já estávamos na cidade, conhecida pelas grandes obras de artes e artista da região, para conhecer um pouquinho mais de Carmel.

Seguimos para a 17 mile Drive, que é uma estrada que circunda o oceano pacífico e fica dentro de um condomínio fechado. Para você acessar é preciso pagar $10 por carro, e você ainda ganha um mapa da região e fica bem mais fácil se guiar pelos pontos e mirantes do lugar.

Como estávamos em Carmel entramos por esse portão (o condomínio possui 3 – Carmel, Highway 1 e Monterey) e fomos seguindo a numeração do mapa na ordem cronológica. Nesse passeio vimos várias mansões lindas e que davam vontade de morar e ficar ali para sempre.

A paisagem é INCRÍVEL e com vários mirantes repletos de história para você conhecer, além de pontos com mesas de picnic para você lanchar aproveitando o visual. O mais indicado é fazer esse passeio com tempo, porém no nosso caso, nós tivemos que correr um pouco, já que entramos no condomínio já era 15h sendo que o pôr do sol estava acontecendo por volta das 17h, umas vez que estávamos no inverno. Mas, no fim das contas deu tudo certo.

São cerca de 20 pontos de visitação, entre eles campos de golfe, country club, mirantes para o mar, e o mais famoso deles, o Lone Cypress, que é uma árvore que firmou raízes no meio das pedras, sem nenhuma outra árvore de companhia. Outros pontos que também valem a pena a visita são Spanish Bay, Point Joe, Ghost Tree, etc.

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Spanish Bay

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uma paisagem mais linda que a outra

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Lone Cypress

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O pôr do sol mais lindo

O melhor de tudo foi que o dia ajudou e pudemos admirar o pôr do sol mais lindo da minha vida e ver quão lindo é aquele lugar. Saímos de lá já estava e escuro e fomos até ao Fisherman’s Wharf para pegar um lanchinho para a noite. Enquanto meu namorado pediu um típico sanduíche de caranguejo e camarão eu peguei um fish & chips.

Voltamos para o hotel para comermos e e arrumar as malas, já que o dia seguinte seria de viagem longa de carro.

See ya wanderlusters.