Road Trip: A viagem

Como eu falei nesse post a minha viagem começaria um dia antes de eu entrar de férias, pois já iria para São Paulo logo após o meu expediente. Porém, alguns dias antes da viagem, eu passei muito mal e tive que parar no hospital com gastroenterite viral, ou seja, uma virose que atacou o meu estômago e intestino. Então, depois de internada, resolvi ficar em casa para melhorar o quanto antes. E graças a Deus deu tudo certo, pois dia 31/10 estava no aeroporto com os meus pais para viajar.

Saí de BH por volta das 20h30 e cheguei em São Paulo às 23h, no aeroporto de Guarulhos, onde ficaria no Slavieiro Hotel, um hotel budget que serve para passageiros que irão ficar algumas horas no aeroporto e precisam descansar. Como meu check-in no outro dia era às 04:30 da manhã, acreditei que fosse a melhor opção.

O hotel é bom, atendimento ok, mas as acomodações são minúsculas, os banheiros são fora dos quartos e há muito barulho nos corredores, sem contar que o preço se equipara a de um hotel nos arredores do aeroporto. Como eu sou uma pessoa um pouco ansiosa achei melhor ficar no aeroporto para não perder a hora, mas se você é mais tranquilo, fique em outro hotel e desfrute melhor das suas noites de sono.

Acordei cedo, arrumei minhas coisas, fiz o despacho da bagagem e fui para a sala de embarque que estava vazia e sem tumultos. Como eu havia feito o check-in com bastante antecedência, os meus lugares nos 3 voos que eu pegaria no dia já estavam reservados e na poltrona mais à frente possível (e na janela), já que eu tinha conexões com cerca de uma hora entre elas (e eu estava com um medo do caramba de perder qualquer uma delas).

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Esperando lindamente meus voos intermináveis do dia

Meu primeiro destino era Lima, no Peru. 4hrs de voo e sem ninguém do meu lado, foi lindo. Os aviões da Avianca que eu peguei eram todos equipados com televisão individual e coberta. Eu vi todos os filmes, séries, musicais e tudo mais que era permitido, já que estava com medo de dormir e não acordar para o desembarque, hahaha.

Uma nota mental anotada por mim, que nunca tinha viajado com companhias aéreas latinas é: aprenda espanhol. Hahahah. As aeromoças não falam português (mesmo o voo saindo do Brasil) , apenas espanhol e inglês (que eu não conseguia entender). O espanhol parece sim com o português, mas na hora do desespero você não entende nada, hahaha.

Ao chegar em Lima vi que o aeroporto era bem grandinho e que teria que ser mais ágil para achar o meu próximo portão de embarque, que tinha como destino San Salvador, em El Salvador.

Fui seguindo as placas de conexão internacional e cheguei no local onde tem que passar pelo detector de metais e raio-X  de bagagem. De lá, procurei a primeira TV com informações de voos e encontrei o meu, e agora só precisava encontrar o portão. Sorte que ele não era muito longe de onde desembarquei, então fiquei esperando pelo meu próximo voo ali mesmo.

Mais 4 horas de voo, sem ninguém do meu lado de novo, com muito filme e espanhol na minha cabeça, hahah.

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Vista da janela de um dos vários voos do dia

Quando foi chegando o momento de aterrissagem eu não acreditava no tamanho do aeroporto de San Salvador: minúsculo. Menor ou do mesmo tamanho que os aeroportos da Pampulha, em BH, e de Vitória, ES. E nele eu nem precisei andar muito pra chegar na sala do raio-x.

Encontrei sem dificuldades o meu portão e fiquei esperando a hora do meu voo. Foi quando eu observei 2 coisas muito curiosas por lá: a quantidade imensa de idosos e pessoas em cadeiras de rodas, e um pessoal especializado em levar essas pessoas até o avião. E também que quase todos os passageiros estavam com uma sacola com frango frito, Pollo Campero, para levar no avião. SOCORRO! Os salvadorenhos levam esses frangos dentro do avião como presente para os parentes que moram nos EUA, ou seja, além de estar morta da viagem ainda fiquei cheirando a frango frito, hahaha.

Outra coisa que me deixou um pouco aflita foi a falta de organização deles no aeroporto, nas chamadas dos voos, etc. Por isso, fiz uma nota mental 2: não comprar voos que façam escala/conexão em San Salvador. Hahaha.

Eis que estava na hora de embarcar e quando eu chego no meu assento tem uma criança no lugar. Educamente, falei que ela estava no lugar errado, e o pai, que estava com a mãe e outras duas crianças pediu para que eu trocasse de lugar. O lugar dele era na fileira de trás, porém no corredor. Não era a melhor opção, mas como não estava afim de confusão e estava muito cansada, fui para o meu novo assento.

PS: A troca não foi tão ruim assim, já que também ninguém foi do meu lado e eu fiquei com dó deles já que depois desse voo de 4 horas, teriam 2 horas pra fazer imigração em Los Angeles e pegar um outro voo com destino a Austrália, ou seja, mais 10 horas de voo (socorro).

Tirando o cheiro de frango frito e os queridos idosos que não paravam de falar, o voo foi relativamente ok.

Preenchi o Customs Declaration Form (declaração de alfândega) e aterrissamos tranquilamente em Los Angeles às 19h, hora local. Segui para a fila da imigração e foi quando a adrenalina começou a baixar e o jetlag (distúrbio do sono que pode afetar aqueles que viajam em curtos intervalos de tempo para lugares com diferentes fusos horários) começou a bater. 12 horas viajando, parando de 4 em 4, dormindo pouco, comendo comida de avião, ansiosa pra encontrar com meu namorado, fiquei tontinha tontinha.

Me segurei na minha mala de mão e fiquei ainda mais uma hora em pé na fila. A imigração foi tranquila, o oficial que me atendeu também foi de boa, fez perguntas frequentes como: o que veio fazer aqui, vai ficar quanto tempo, quanto trouxe de dinheiro, trouxe alguma coisa do Brasil, vai levar alguma coisa daqui, o que eu faço no Brasil, como eu paguei minha viagem, etc. e não me pediu documento algum além dos meus passaportes (estava viajando com um válido e o outro com o visto).

Passada a imigração fiquei torcendo para a minha mala ter chegado sã e salva após inúmeras conexões. E graças a Deus ela estava lindinha me esperando.

Sai da área de desembarque por volta das 20h e fiquei procurando meu namorado (achei que ele tinha me esquecido, hahah) e alguns minutos depois ele apareceu (disse que ficou o tempo todo me esperando e quando saiu para ir comer alguma coisa eu apareci). Huuuum 👀.

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Encontro depois de 8 longos meses

Fomos comer algo no Starbucks do aeroporto mesmo, pois ainda teríamos que pegar o carro na locadora e viajar por mais 3/4 horas até Cambria, onde iríamos dormir.

Pegamos um ônibus, que passa dentro do aeroporto, e leva até as empresas de locação de carro. Até acertar os documentos, escolher o carro, arrumar o gps, e realmente botar o pé na estrada, fomos sair de Los Angeles já era quase 22h.

Antes da viagem e depois tivemos a certeza que fizemos a melhor escolha, pois estávamos na metade do estado da Califórnia, pegamos a estrada à noite e por isso mais vazia e gastamos menos dinheiro do que se tivéssemos comprado passagens diretamente para San Francisco. Como eu estava com um jetlag cabuloso cochilei várias vezes e fui uma péssima copiloto, hahah.

Chegamos em Cambria por volta das 00h45/1h, com uma temperatura que beirava os 10º C, no Fogcatcher Inn (falei dele aqui). A nossa reserva já estava feita, mas demorou um pouco até que o nosso quarto fosse liberado, nada que atrapalhasse. No fim, a moça da recepção ainda deu pra gente cookies fresquinhos e quentinhos para a gente comer.

Corremos para o quarto para tomar um banho quente e dormir as poucas horas que nos restavam, já que no outro dia tínhamos um passeio as 10h.

See ya wanderlusters.

 

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Roadtrip Califórnia – Acomodações

Em nossa viagem de carro pela Califórnia, vamos dormir em 6 cidades diferentes: Cambria, San Francisco, Monterrey, Santa Bárbara, San Diego e Los Angeles. Em cada uma delas optamos por um tipo de acomodação, entre eles Hotel, Motel (no sentido americano da coisa, que são aqueles Days Inn) e também Airbnb.

Vou descrever um pouquinho do porque escolhemos cada uma delas e as vantagens de cada uma, além de claro, todos elas estavam pseudo dentro do nosso orçamento que é de $150 por dia. Em todas procuramos três princípios básicos muito importantes: Estacionamento, Wi-Fi e Café da manhã inclusos no preço da diária. Essas amenidades parecem ser mais que obrigatórias no Brasil, porém nos EUA nem sempre são e os hotéis podem cobrar (e caro) por elas.

Além de termos buscado indicações em blogs, verificamos as avaliações de cada uma delas no Trip Advisor e também nas redes sociais desses locais.

Cambria: Fogcatcher Inn

Como vamos chegar bem de noite, quase de madrugada, procuramos por um hotel mais confortável para que pudéssemos recarregar nossas energias. Ele oferece café da manhã complementar, ou seja, o basicão americano, mas que dá pra comer bem:  waffle, ovos, pastries, café e suco de laranja. Oferece wi-fi e estacionamento grátis, além de ser perto do Hearst Castle, ter lobby 24 horas, e fica de frente pro mar.

San Francisco: Seaside Inn

Oh cidade cara viu? Custamos a achar um lugar que coubesse no nosso orçamento e que fosse compatível com as nossas prioridades. Tem o café da manhã básico com café expresso, bolinhos, muffins e frutas, Wi-Fi e estacionamento grátis, no esquema de que tem menos vagas que o número de quartos, ou seja, quem chegar primeiro tem vaga. Outra vantagem é que ele é na Lombard Street e com alguns minutos de caminhada você chega na icônica rua com muitas curvas, além de também ser perto de supermercados, farmácias e outras atrações da cidade.

Monterrey: Hotel Abrego

Encontramos um hotel butique muito charmoso e fofinho, indicado por blogs de viagem. Foi a primeira acomodação que fechamos. Também conta com Wi-Fi, estacionamento, mas não tem café da manhã, ele é pago no restaurante do hotel. Ainda estamos em dúvida sobre como faremos, mas tomar café da manhã nos cafés da cidade não é uma má ideia, ainda mais que ele fica em frente ao Denny’s. O hotel fica cerca de 10 minutos andando do centro da cidade, ou seja, não vamos precisar pagar estacionamento.

Santa Bárbara: Airbnb

Pela primeira vez vamos experimentar o Airbnb. Pra quem não conhece é um site onde pessoas que alugam casas encontram pessoas que querem alugar, e todos eles são avaliados. É um Trip Advisor de aluguel de casas, hahaha. Nós tínhamos alugado primeiramente uma casa, mas depois de algumas semanas os donos nos avisaram que eles estavam com problemas no encanamento e que não poderiam mais alugar.

Ficamos bem #xatiados com a notícia, pois a casa era linda num preço incrível! Mas tudo bem, nós procuramos mais no Airbnb e encontramos essa. Alugamos a casa inteira já que a gente quer privacidade e também como não teremos café da manhã, provavelmente vamos cozinhar para economizar. E como pré-requisito a casa tem Wi-Fi e estacionamento.

San Diego: Old Town Inn

Esse Inn também foi indicação de um dos blogs de turismo, sem contar que ele estava com um preço muito bom, com café da manhã continental, Wi-fi e estacionamento. Ele também está localizado ao lado de Old Town, a antiga cidade de San Diego, que foi construída pelos mexicanos. Optamos por ele por ser bem no centro da cidade, se mostrando acessível e perto de todos os passeios programados.

Los Angeles: Aibnb

Em Los Angeles também havíamos escolhido uma casa bem legal no Airbnb, porém quando fomos marcar, ela já estava ocupada nos dias em que iríamos precisar. Então procurando outras, encontramos essa guest house que pareceu bastante convidativa e perto das atrações turísticas da cidade. E claro, a casa possuía cozinha, Wi-Fi e estacionamento.

E assim foi a nossa busca e pesquisa incessante das acomodações da viagem. Lembrando que toda a pesquisa e procura deve ser feita baseada nos seus gostos, orçamentos e prioridades.

See ya wanderlusters.