Magical Moments, Fanatic Cards & Rewards – part. 2

Enquanto no post anterior eu falei/ escrevi sobre os momentos mágicos que eu fiz para os visitantes da Disney, este será o das recompensas que eu recebi, além de ver a felicidade nos olhos daqueles que ajudei.

Fanatic Cards: São cartões que seus managers, cordinators ou até mesmo coworkers podem escrever para você exaltando pelo bom trabalho que você realizou. Esses da foto foram os que eu recebi enquanto estava lá no meu ICP.

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Os Fanatic Cards possuem duas vias, uma para você guardar e a outra para colocar em uma caixa onde ele será computado no seu histórico de trabalho, mais conhecido como record card. Existem outros tipos de recompensas pelo bom trabalho realizado como o Applause-o-gram, que é quando um guest vai até o guest relations e faz um depoimento sobre você; O White Glove Award, que é quando seu apartamento está limpo, e após passar por uma inspeção, ganha um prêmio; etc. Eu recebi o prêmio de Top Dog Award, que é aquele recebido por incentivar a troca de pins entre cast members e guests.

Vou contar a história do início. Eu não sabia o que era pins e muito menos como brincar disso (falei melhor neste post aqui). E quando vi que era uma interação muito legal com os guests, eu quase sempre passava na pin station para trocar meus pins feios por uns legais, e deixava meu nome lá. Eis que um belo dia que eu estava na posição de register, uma das minhas managers pede para que, assim que finalizar a compra do guest, eu seguisse ela, pois ela queria conversar algo comigo. Nessa hora meu coração gelou. Pensei: Pronto! Fui terminated, eu fiz algo de errado que eu não sabia, vão me mandar para casa. Mas mantive o Disney Look.

Ela foi em direção ao estoque e não para a sala dos managers, o que me tranquilizou um pouco, e quando entrei, estava acontecendo uma Floor Stock Meeting, onde os CM que estavam na posição de estoque estavam reunidos, em roda, olhando para mim. Fiquei roxa de vergonha, sem contar que ainda não estava entendendo o que acontecia. Foi então que uma mulher baixinha, que eu nunca tinha visto na vida, me perguntou se eu era Amanda Lopes. Respondi que sim, meio que se for para responder por algo que eu fiz de errado não sou eu, hahaha. E então todos os CM começaram a bater palmas, soprar apitos, gritar, fazer barulho. E eu ali no meio. A mesma mulher então me explicou que durante o mês Dezembro eu fui a Cast Member do Epcot que mais havia trocado pins na Pin Station, ou seja, que eu engajava a troca de pins com os guests e que por isso eu receberia um prêmio. Tive duas reações: um alívio rápido e uma vontade de chorar, hahaha. E logo depois fiquei muito feliz pelo reconhecimento.

Ganhei um certificado de Top Dog Pin Trader, com um pin (óbvio) original e lindo do Stitch. Uma fotinha com meus coworkers hahah, e depois que eu já tinha ido embora, minha amiga Glória (Peru) me mandou uma foto do meu nome na Pin Station *-*, e ela falou também que a foto estava circulando no back stage do Epcot. HAHAHAHA. MANO me senti muito importante, hahaha.

IMG_6906Certificado com o pin

IMG_6905I’m the Mouse Gear Princess

IMG_7587Meu nome na Pin Staion

Estes reconhecimentos me incentivaram a querer trabalhar melhor e dar uma atenção maior aos guests e eu fiquei muito feliz com todos estes magical moments.

See ya wanderlusters

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Magical Moments, Fanatic Cards & Rewards

Prepare-se para um post grande, bem grande. Mas com mais informações sobre como foi o meu trabalho na Disney. O dia-a-dia, as minhas funções e o meu trabalho em si eu já contei aqui, mas como foi lidar com guests, e minhas relações com eles eu vou contar mais um pouquinho aqui.

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Magical Moments: São os momentos ou experiências mágicas que nós Cast Members temos a liberdade de realizar como dar pins para os guests, dar adesivos para crianças, contar histórias sobre o mickey, etc, fazer de tudo para que os guests tenham a melhor impressão e momentos na Disney. E o mais legal é que, eu me sentia muito feliz em propiciar aquela felicidade para eles. Me lembro de alguns que me marcaram bastante.

– Em um dia de trabalho, quase no fim do expediente, eu, que estava na posição de stock, atendi duas garotinhas irmãs, uma de 8 e outra de 6 anos, que eram da Bolívia, e não falavam um A em inglês. Eu que também não sei muito de espanhol tentei um portunhol bem arranhado para conversar com elas. Descobri que elas queriam saber o preço de um case de celular que estava sem o sku number (ou código de barras e número de segurança que nos permite ver o preço do produto), então pedi para que uma de minhas coordinators verificasse com pessoal do estoque o preço do item. Enquanto isso fiquei conversando com as meninas, falando sobre princesas, vendo o livro de autógrafos dos personagens, etc. Depois de uns 20 minutos a minha coordinator me informou o preço e eu repassei para as irmãs bolivianas, e elas, tão gratas e felizes por ter tirado um tempo para conversar com elas, pediram que eu assinasse o livro delas! Nessa hora quase chorei (sou pouco emotiva -sqn) e assinei o livro delas, e claro, dei uns cinco adesivos para cada uma. E depois disso os pais vieram com o case, compraram e agradeceram pela solicitude e paciência que tive com suas filhas.

– Um outro caso bem parecido foi quando uma mãe americana, que esperava sua filha e seu marido saírem da Test Track, resolveu fazer compras na loja. Ofereci a ela uma cesta para colocar seus itens e no fim, ela pediu para que separasse estes itens enquanto ia encontrar com seus entes. Nisto, ela volta só com a filhinha, que deveria ter 5 anos, e que estava super desanimada e com sono, sem contar que estava emburrada e queria ir embora, enquanto a mãe queria fazer compras. Eu fui e comecei a conversar com a filhinha, falando que o Mickey tinha visto ela na atração, e que tinha deixado um presente para ela, e entreguei uma cartela de adesivos para ela. Pronto! A menina melhorou de humor em dois minutos e começou a conversar comigo. Enquanto isso a mãe sempre por perto fazia as compras. No fim a menininha já estava dançando balé no meio da loja, chamando a atenção de todo mundo pela felicidade que esbanjava. No fim a mãe agradeceu pela paciência e levou duas sacolas cheias de Disney Merchandise.

– Os casos de pins eram os mais frequentes, desde crianças até idosos. Quando perguntava os personagens favoritos e o guest não tinha nenhum pin para trocar eu dava um para ele em segredo. E a cara de maravilhados e felizes era impagável, valia a pena só para ver o sorriso na cara de cada um. Ou até mesmo aqueles que não encontravam o pin que queriam, mas que ficavam por perto para conversar. Me lembro de um adolescente que queria um pin de Frozen, e como estava muito frio a minha Lanyard (colar de pano onde os pins ficam pendurados) estava dentro da minha blusa de frio. Falei com ele: Só um minuto, porque está frio e minha Lanyard está aqui dentro. E ele: O frio nunca mesmo me incomodou (The cold never bothered me anyway) remetendo a frase da música Let it Go do Filme. HAHAHAHAHA. Eu ri muito na hora, e infelizmente não tinha nenhum pin que ele queria, ele então agradeceu e sai cantando Let it go, let it go.

– Outro momento bastante legal foi um Magical Moment inverso, onde eu fui a beneficiada. Estava na posição de register e um casal inglês começou a me perguntar sobre o programa, e como fazia para participar, e como eu estava vivendo toda aquela experiência, se sentia saudade dos meus pais, etc. Eu sei que no final eles sabiam mais de mim do que eu deles e eles ficaram maravilhados com a minha história e como era ser um ICP, e eu emocionada por saber que alguém gostaria de saber como um CM se sentia. Foi bem legal.

– E ah, não posso me esquecer de contar sobre todos os brasileiros que se sentiam mais do que especiais ao perceberem que alguém que estava atendendo eles era também brasileiro, seja para traduzir nome de produtos, na hora de fazer as compras, e principalmente na hora de pagar. De um senhor que uma vez derramou uma latinha CHEIA de moedas americanas e pediu para que contasse para ele, hahaha. E foi tão rápido e divertido porque ele também entrou na brincadeira de contar o dinheiro comigo. No fim ele tinha mais de 10 dólares em moedas hahaha. Até uma família de brasileiros que gastaram $3000,00 obamas, só na minha loja, só no meu caixa, hahaha. Nessas horas eu queria ganhar comissão. E que também, mesmo com a demora em passar todos os produtos, foi legal porque eles conversaram comigo e fizeram o tempo passar da melhor forma. As família brasileiras sempre lembravam de mim, se eu já tinha ajudado elas alguma vez. Uma delas queria um tamanho maior de tênis, e eles não falavam nada em inglês. Ajudei eles, procurei no estoque o tamanho que eles precisavam e fizeram a compra. No outro dia eles foram até a loja me agradecer e falaram que a filha deles que ganhou o tênis amou o presente.

Podem parecer simples, mas esses momentos de realização dos guests me faziam muito feliz. E esses foram só alguns dos vários magical moments que eu pude presenciar.

Como o post ficou enorme e sem imagem alguma, farei o próximo sobre o fanatics cards e sobre as recompensas.

To be continued…

Natal e Ano novo – e os crazy shifts

E a época mais frenética, dos shifts mais loucos tinha começado. Com pé esquerdo. Duplo. Ou triplo.

Primeiro porque, mesmo sabendo que existe a possibilidade de trabalhar nestas duas datas icônicas, você, no fundo do seu coração, torce para não ser escalado para trabalhar nesses dias. Além do que, para mim, estas duas datas são diretamente relacionadas a família e naquele ano, eu já náo ia passar ao lado dos meus familiares.

E então Murphy começa a agir. Os shifts. Duas semanas antes fiquei sabendo do meu schedule de trabalho, e CLARO, que eu ia trabalhar tanto no Natal quanto no Ano Novo. Ok. Os horários. 24/12 –  14:45-23:45;      25/12 –  15:00 – 22:00;      31/12 –  19:00-03:30.

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Detalhe: Eu ainda ia ter que trabalhar 12hrs no dia 28 e 10:30hrs no dia 29. Easy hum? Tirando o fato de que eu tinha que ficar o dia inteiro em pé e andando de um lado para o outro. HAHAHAHA reclamo mas amava meu trabalho.

E para piorar a situação estava um frio congelante, que de acordo com o Lê foi proposital para o lançamento de Frozen. Ou seja, peguei uma gripe do capeta, daquelas que você toma remédio e não melhora, não consegue respirar com as duas narinas, fica com o corpo dormente, fica com os olhos lacrimejando, etc etc. Foi lindo -sqn.

MINHAS FESTAS DE FIM DE ANO FORAM UM TOTAL INFERNO! SIM OU CLARO?

Pelo incrível que pareça foram melhores do que eu imaginei que seriam. Senti falta da família, das festas, da comilança, mas no fim eu fiz tudo isso e mais.

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Xmas mood 

No Natal, uma brasileira que trabalhava na Mouse Gear como fulltime, veio me desejar feliz natal, falando que não era para eu ficar triste, que ela sabia como era passar o natal trabalhando, sendo uma fofa! Zulma o nome dela, um amor de pessoa e que me ajudou bastante lá na loja. Eu estava até bem, trabalhando normal, mas quando ela começou a falar, eu comecei a chorar, hahhahahh. Tinha achado um pouco de família ali no dia de natal.

O trabalho: A maioria do tempo eu ficava nas Registers, mas, em algum momento, chegava um Manager e pedia para que eu ficasse de Door Greeter, e eu amava já que era preciso apenas recepcionar os guests nas entradas da loja. Quando assumia essa posição eu pegava aquelas Minnies Gigaaaaaantes e ficava conversando com os guests, cumprimentando eles, brincando com as crianças. Era alegria pura.

A comida: Teve banquete de Natal? Teve sim senhor! Na hora do meu break eu subi para fazer uma boquinha com direito a hamburguer, donuts, cookies, entre outras delícias natalinas, que duraram até o dia seguinte hahaha. EU S2 LEFT OVERS FOR FREE.

Os amigos: O que seria desse Natal sem a Isa e a Kami? Minhas coworkers mais lindas e brazucas e que não poderia ter melhores. Nós eramos o natal ali na MG e a meia-noite, meia dúzia de abraços me confortaram e me deram vontade de continuar trabalhando. E foi nesta época também que me aproximei da Anne (Brasil), Gloria (Peru) e Channy (China).

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Eu, Isa, Channy, Gloria e Kami tomando uma hot cocoa porque não tava fácil!

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Xmas workers (não estou nessa foto por motivos de exclusão, falo mesmo, haha – brinks disney <3)

Além disso, nós da Casa das Palmas, fizemos o nosso banquete de Natal, com direito a Secret Santa e tudo mais. Tudo bem que fizemos no dia 25, meia-noite. Mas o que importava mesmo era celebrar com pessoas queridas e que nos lembravam de casa. E as comidas, obviamente, hahaha.

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A decoração temática

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As comidas delícia!

IMG_8527-2O banquete – ou o fim dele.

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E o Secret Santa

O Ano Novo foi legal, mas nem tanto quanto o Natal. Por motivos maiores, fiquei em casa o dia todo e só sai para ir trabalhar. Mas o que importava é que um novo ano ia começar e eu só queria receber as boas energias para um novo começo. Mesmo que neste começo eu estivesse trabalhando igual uma louca. E o Parque também estava uma loucura! Sério, por que as pessoas vão passar o ano novo na Disney? Por quê?? Eu não conseguia me movimentar dentro da loja de tão cheia.

Me designaram então para eu ficar em um carrinho de Glow (todas aquelas bugigangas que brilham e que fazem o maior sucesso no ano novo) do lado de fora da loja. SÓ QUE, além de estar frio, também estava chovendo. Imagina a minha alegria de estar ali, e doente. Por sorte me trocaram de posição e voltei para as amadas registers.

Perto da meia-noite a loja estava COMPLETAMENTE VAZIA. Não sei qual foi a bruxaria, mas todo mundo queria ver os fogos de ano novo do Epcot, que são famosos uma vez que há fogos de todos os pavilhões do World of Showcase. E como os managers perceberam que seria inútil ficar ali dentro deixaram todos os CM sairem e verem os fogos.

A minha sorte foi que a minha register estava na porta mais perto do lago e pude ver quase que de camarote os fogos do ano novo. Nisso, encontrei com a minha Roomate (Thata) que também foi liberada pelos Managers dela. E no fim foi tudo alegria.

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Jaime (USA) – I see Glows everywhere, everytime

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Eu, Thata e Amanda

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Fireworks

Mas, assim que os fogos acabaram, todos os managers voltaram a exercer suas funções e foram atrás dos CM perdidos, hahaha. Euforia passada, era hora de voltar para casa: às 03:00. Ou seja, cheguei em casa quase 04:00. Mas quando estava chegando encontrei com minhas roomates que estavam indo para casa do Chris bebemorar o Ano Novo, e claro que fui, e ficamos batendo papo até 07/08. HAHAH.

E no dia primeiro, como já havíamos combinado, fizemos uma café da manhã de ano novo para comemorar entre as palmetes.

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New Year Breakfast

Apesar de todas as dificuldades e problemas este fim/início de ano foi bem diferente de tudo que eu já havia vivenciado e me fez perceber a importância que temos que dar para as pessoas que estão ao nosso lado no momento em que mais precisamos.

See ya wanderlusters.

Trabalhando de verdade: Way of Life Mouse Gear

Depois de todo o entusiasmo de estar na Disney, de conhecer muita gente nova e legal, de ter treinamento e tudo ser novo, passado tudo isso eu passei a ter uma rotina.

Todo domingo saía o nosso schedule, o nosso horário de trabalho no The Hub, portal dos trabalhadores da Disney, que informavam o nosso horário de trabalho, nossas folgas, e nossas posições. No caso específico da Mouse Gear, as posições eram ditadas em um quadro dos funcionários do dia no estoque da loja, ao lado de onde eu antes e depois de trabalhar, deveria dar clock-in e clock out, o famoso bater ponto.

Eu sempre chegava com antecedência, para dar tempo de guardar minha mochila no escaninho, guardar minha comida, me arrumar no melhor estilo Disney Look, ver qual seria a minha posição e me preparar para o trabalho. Na MG, umas das maiores lojas da Disney (como eu já falei aqui), eu especificamente tinha 2 posições: Register e Floor Stock.

Register: Posição de caixa, ao dar o clock-in eu recebia o número da minha caixa registradora e deveria ficar ali até que alguém me substituisse, o que era cerca de 3 hrs. Nesta posição eu era responsável por escanear as compras, embalar, verificar se o cliente havia encontrado tudo que desejava, se gostaria que as compras fossem entregues no seu hotel, interagir com ele, fazer com ele se sentisse querido e feliz, e até mesmo oferecer outros produtos em promoção.

Era bem tranquilo e eu gostava bem de ficar nas registers. Quando não havia fila, eu deveria ficar do lado de fora do balcão e ser pró-ativa em relação aos guests. Ás vezes, ao invés de ficar no caixa eu era designada a ficar de door greeter, que era recepcionar os guests em uma das quatro portas da loja, e eu também adorava interagir com os guests, principalmente com as crianças.

Teve um dia em que um brasileiro, na minha mão, comprou mais de $3000 doletas em produtos Disney! Imagina o tanto de sacolas e de tempo que eu fiquei conversando com o indivíduo? Nessas horas que eu pensava: por que não recebemos comissão? Hahahaha

IMG_7414-2Register Position

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Floor Stock: Posição de estoquista, sério, eu morria de preguiça, porque sempre me colocavam no Consumables (comidinhas que vendiam na loja, tipo bala, pipoca, biscoito, etc) ou Bubble (onde ficam os chapéus e que toda hora alguém experimenta e tira do lugar certo). Mas como a loja é enorme existiam várias áreas: Toys, Consumables, Spider, Bubble, Breezway, Man, Kids, Keychains, Jewelry, Home Decor.

Eu passei por todas as posições e amava os brinquedos e as roupas, mas só fiquei neles mais pro final do programa. Dependendo da sua área alguém do estoque (que é uma outra posição mas que geralmente os ICP não ficam muito) trazem pra você, e seu trabalho é apenas arrumar para que tudo fique em ordem, seja por tamanho, por cor, por personagem, por embalagem, por estética, etc, mas tudo tem que estar perfeitamente alinhado e correto para que o guest ache o que procura no local correto.

As vezes é você mesmo que tem buscar o que está em falta nas araras e prateleiras. Quem é Floor Stock deve ficar com um rádio para se comunicar com o pessoal do estoque caso o guest procure algo específico em um tamanho que não está nas araras, e então você deve descrever o item para o estoque e verificar se há mais e buscar o item.

É um pouco bastante  confuso, mas no final eu já sabia quase tudo sobre tudo, hahaah -sqn. Teve uma rara ocasião em que estava MUITO frio e os casacos estavam vendendo igual água e nem todos estavam etiquetados, então uma das gerentes me procurou e pediu para ajudar no estoque, mas foi tenso porque, no caso da MG, o estoque é no subsolo, sem luz, sem pessoas, sem contato com ninguém, e uma das coisas que eu mais gostava de fazer era guest interaction e fica ali sozinha naquele galpão enorme era medonho, sem contar que a hora ali não passava.

No fim eu tive que etiquetar mais de 100 casacos e demorei tipo 2 hrs para fazer isso. Os intervalos de Floor Stock eram meio que estabelecidos pelos gerentes, mas dependia do seu bom senso também, se você estivesse atarefado, atendendo um guest, resolvendo um problema ou não. Ah, e todos os dias, as 18hrs, a gente tinha reunião, Floor Stock meeting, para debater as vendas, saber sobre novos itens, mudança de prateleiras, avisos gerais, etc (eu quase sempre esquecia dessa reunião e só lembrava quando avisavam no rádio, haahhaha).

IMG_6348Fazendo Floor Stock de chaveiros

IMG_6477Floor Stock Meeting

Outra coisa que eu fazia muito também, independente da posição, era a troca de pins e de vinylmation, que são os bottons e as miniaturas em forma de mickey da Disney, e que era bem divertido também.

De vez em quando eu também recebia a função de fazer um Magical Moment, que era pegar alguns quadros para divertir com os guests, seja com troca de pins, com quebra-cabeça, jogo da memória, da velha, etc. Mas era BEEEEEM forçado e pouco magical (depois vou fazer um post sobre os Magical Moments que eu propiciei para os guests que eu atendi).

E em todas as posições era preciso também registrar que você estava em break, quando você começava e quando terminava. Geralmente meus breaks eram de 15, 30 ou 60 min, uma ou duas vezes por shift, tudo dependia de quantas horas você trabalhava naquele dia, mas era o tempo básico para descer, comer alguma coisa, sentar, descansar, respirar, e voltar a trabalhar.

A rotina na MG é bem agitada, principalmente na época de holidays, mas nada impossível, e como eu gosto de movimento – o que faz o tempo passar mais rápido – eu gostava muito de trabalhar lá, porém como nada é perfeito aconteceram algumas coisas bem chatinhas lá.  Aqui está uma compilação das características, positivas e negativas que aconteceram comigo, básicas do EPCOT e da Mouse Gear.

C bus:  é o onibus que te leva até o Epcot, ele é lindo porque além do parque ser o mais perto dos condomínios, ele passava de 15 em 15 minutos no máximo! Sem contar que ele passava no Patterson primeiro o que garantia que eu fosse para o trabalho sentada e fosse a primeira ser deixada em casa, hahaha.

E outra, ele geralmente só lotava tipo 22 e 23 horas, já que TODO MUNDO – literalmente, quer dizer, o World of Showcase TODO – do parque voltava para casa neste horário, ou seja, busão igual lata de sardinha.

Costume: O costuming era no corredor de entrada do backstage do EC, ou seja, mais uma vez lindo! Eu chegava mais cedo para pegar as costumes limpas e deixava as sujas, pois não tinha tempo nem sabão para lavar elas, haha. E o melhor é que sempre tinha o meu tamanho.

A única coisa que eu lavava era a blusa de frio porque essa sempre acabava, e eu usava muito as blusas de manga comprida porque estava MUITO frio naquela época – onde já se viu O graus celsius em Orlando? Socorro!

Managers e Cordinators: algo como gerentes e coordenadores, eles geralmente eram bem tranquilos, mas muito severos e as vezes eu tinha medo deles, hahaha, sério. Tinha uns dois que eu gostava mais, mas eles não eram nada calorosos e raramente davam fanatic cards (um cartão de reconhecimento pelo seu trabalho e que ia para no record card/ histórico).

Os cordinators eram os salvadores da pátria, todo e qualquer problema que existiam eles te ajudavam a resolver, eles eram BEM mais legais, mas mesmo assim era difícil de falar se eles estavam ali sendo amigos ou apenas te observando para avaliar seu trabalho.

Coworkers: no início eu sofri muito, porque os ICPs da MG eram parte de um grupo BEM fechado e que mau mau conversavam com quem era fora desse grupo. Me apeguei muito as coworkers lindas brasileiras, Isa, Kamilla e Anne,e depois com a chegada dos novos ICPs, eu fiquei bem mais confortável e feliz de ver gente nova, com vontade de fazer amizade, Cheny (China), Glória (Peru), Frank, Jamie e Emily (EUA), Johnny (Porto Rico), Daniel (México), Jacob e Eve (Nova Zelândia) e Ramon (Repúblia Dominicana). Mas olha, tudo isso vai depender de quando você for e quem vai estar lá. Faz TODA a diferença ter pessoas legais do seu lado trabalhando.

IMG_6624Jamie

IMG_6655Isa, Chany, Glória e Kamilla

Horário dos shifts: Nós, ICP, somos conhecidos como  I Close Parks, ou seja, eu vou fechar a loja, tipo sempre! O que sacaneava as minhas baladas. Geralmente meus horários de trabalho eram das 15 até as 23:30, mas variava bastante já que eu trabalhei de manhã, de tarde e de noite, com turnos que variavam entre 6 e 12 hrs de trabalho. Apesar do horário, as vezes eu era a primeira a chegar em casa entre todas as minhas roomies.

Conhecimento da WL: se você trabalhar lá você tem que saber TUDO! Até onde está os clipes que prendem os bonés, hahaha. Mas o mais importante são: banheiros, horários do Illuminations, o World of Showcase fecha as 21, e a MG as 23, onde fica o pick-up bagage, etc.

Comida: Na MG tem uma daquelas máquinas de café, chocolate quente, etc etc., e no frio era uma salvação, e as vezes, bem de vez em quando, alguém levava donuts, biscoitos ou alguma outra comidinha para o pessoal, e se você não ficasse esperto não durava meia hora, hahaha. E em datas comemorativas sempre rolava um banquete pra todo pessoal, e era MUITO bom. 🙂

ACHO que resumi bem como era meu trabalho e minha rotina na Mouse Gear, e mesmo com as partes ruins eu amava trabalhar naquele lugar!

See ya wanderlustersc

Earning my ears and meeting the princesses

Earning my ears: é quando você já passou pelos treinamentos básicos mas ainda está aprendendo na prática o funcionamento da sua role e da sua worklocation. Para que os guests saibam que você ainda “pode” cometer erros básicos uma bandeirinha fica colada a sua name tag escrito earning my ears hahaha.

Mesmo assim você ainda continua sendo orientado, fazendo pequenos testes, e ajudado pelos coworkers (valeu Mouse Gear crew!). Nesses dias recebi minha primeira visita: o Lê e a Marluce foram ao Epcot para completar o passaporte deles around the world, no world of showcase;

Fiquei super nervosa por um casal de guests estava extremamente bravo, e eles começaram a descontar a raiva em mim (WTF?), e acabou que eles queriam um dos blankets de promoção e eu não tinha ouvido, e já tinha fechado a compra deles (e a promoção só vale se os guests gastarem assim de certo valor).

O marido começou a reclamar MUITO, eu desesperada que só, falei que estava em fase de treinamento, e ele nem ligou. No fim das contas eu dei o cobertor para ele (dependendo da situação você pode fazer isso), mas claro contei para os meus managers o ocorrido, que eles compreenderam mas foram bem enfáticos em falar para que isto não acontecesse novamente.

Fui desbravar o Epcot SOZINHA! YEY! E olha não é tão ruim. Uma dica para quem for ser cast member: Não dependa dos outros para ir conhecer os novos lugares, você vai se arrepender.

Trabalhei durante a manhã até o meio da tarde, e depois fiquei direto (só tirei a costume) e fui conhecer os países ali. Na verdade meu intuito era tirar foto com as princesas, que ao contrário do que muitos imaginam, elas não estão só no Magic Kingdom, e muitas delas estão no Epcot. Olhei os horários que elas estariam disponíveis em seus respectivos países e fui.

Comecei pela França, com a Bela, minha primeira princesa, a performer foi um amor; Logo depois Aurora também na França, onde enquanto eu esperava minha vez fiz uma amizade com uma menininha fofíssima, que me mostrou que naquele dia a Ariel estava no Epcot, no International Gateway.

Até o photopass (os fotógrafos da Disney que estão junto dos personagens) foi um fofo, descobriu pelo meu sotaque que eu era brasileira e super elogiou o meu inglês. Vários magical moments de uma única vez.

52-2Bella (Pavilhão da França)

39Aurora (Pavilhão da França)

Depois fui ao Pavilhão do Marrocos, para conhecer Aladdin e Jasmine, não tão legais quanto as outras duas princesas, mas também foram bem educados e atenciosos.

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Alladin e Jasmine (Pavilhão do Marrocos)

Em seguida, Alemanha, em busca da Branca de Neve, umas das minhas favoritas. Mas a character foi bem curta e grossa, apenas me chamou para tirar uma foto e deu tchau. Fiquei uns 20 minutos na fila para não ficar nem 1 ao lado dela. Tudo bem que eu não tenho 5 anos, mas um pouco de conversa não mata ninguém.

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Branca de Neve (Pavilhão da Alemanha)

Dei uma passadinha na China (onde fica a Mulan), mas ela não estava mais lá, e também no México, para ver o Donald vestido de Mariachi, mas a fila estava enorme e fui para a Inglaterra, pois lá fica o maior número de personagens: Mary Poppins, Alice e personagens do Ursinho Pooh. Sério, recebi os melhores abraços nesse pavilhão, primeiro do Pooh e do Tigrão e depois da Alice, que era o último set dela, eu era a última da fila, e tanto ela quanto o Character Attendant me trataram muito bem.

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Tigrão, Pooh e Alice (Pavilhão da Inglaterra)

Depois uma passadinha rápida no Canadá, voltei para o Future World e fui para a casa.

Foi ótimo esta experiência sozinha, e ter tirado foto com vários personagens em um mesmo dia. Já estava escuro e eu já estava cansada de trabalhar e passear, haha então fui para casa.

See ya wanderlusters